Qualidade de Vida

Inteligência: vamos aprender mais – Roteiro de viagem 2018 #2

inteligência

Aqui é o Wagner, tudo bem com você? Hoje vamos dar o segundo passo nessa viagem rumo ao melhor ano de nossas vidas. Vamos falar sobre desenvolvimento intelectual, ou simplesmente inteligência. 

Um tema bastante discutido dentro e fora das escolas, muito importante, mas também bastante controverso. Muitos pensam que quando se fala de inteligência existe apenas uma, porém, como eu disse é um tema bastante discutido.

Existe um desacordo por parte dos psicólogos, sociólogos, educadores, historiadores, entre vários outros ramos que debatem de maneira ferrenha que a inteligência é isso ou aquilo, talvez o ponto de acordo entre eles seria: a inteligência humana é algo incrível e inigualável, capaz de construir tudo o que existe, mas o principal, capaz de construir aquilo que ainda não existe.

Estamos, nessa trilha criando nosso caminho de sucesso, compreendendo um pouco mais sobre nós mesmos e como mudamos a nossa forma de ser, tornando-nos pessoas melhores. Mas, concorda que para sermos melhores precisamos entender como as coisas são atualmente? Claro, caso contrário não teríamos um “drive” de avaliação se está dando certo ou errado. Então vamos voltar no tempo, quando começaram os questionamentos sobre o tema.

Mas afinal, o que é inteligência? Existe apenas um tipo de inteligência ou vários tipos? Como se mede? Haverá diferenças entre os sexos na capacidade intelectual? A inteligência é treinável? Qual é a real importância para a inteligência na sociedade atual?

A filosofia critica a inteligência

De fato o assunto começou a ser discutido desde os tempo dos grandes filósofos como Platão, Sócrates, Pitágoras entre outros grandes nomes. Mas o tema começou a ter uma real importância no mundo quando em 1912, Wilhelm Stern (1971-1938), propôs o termo “QI” (quociente de inteligência) para representar o nível metal, onde começaram a se falar em “idade mental” e “idade cronológica”, o estudo foi ampliando em 1916 com Lewis Madison Terman (1877-1956), que propôs uma classificação, onde dizia o seguinte:

  • 121 – 130 Superdotação
  • 110 – 120: Inteligência acima da média
  • 90 – 109: Inteligência normal (ou média)
  • 80 – 89: Embotamento
  • 70 – 79: Limítrofe
  • 50 – 69: Raciocínio Lento
  • 20 – 49: Raciocínio muito abaixo da média

Mas beleza, como compreendemos isso tudo?

O estudo que Stern estava a frente dizia que o QI das pessoas fosse determinado pela divisão da idade mental pela idade cronológica. Assim uma criança com idade cronológica de 10 anos e nível mental de 8 anos teria o QI de 0,8, porque 8/10 = 0,8. Mas a fórmula não fazia tanto sentido pois eram apenas número, como se alguém te dissesse: “Ah, joãozinho tem 10 anos, mas parece ter uma cabeça de um homem de 30”. 

Sendo assim, a proposta de Madison foi a classificação multiplicada por 100, onde ficaria de fácil visualização o que cada pessoa teria. Claro que as contribuições de Madison foram muito além disso, porém, vamos nos ater apenas no que foi mais revolucionário.

Ao longo dos anos o estudo foi duramente criticado, mas também endeusado, onde todos queriam ter o seu QI testado diante de grandes nomes das ciências

Inteligência de Einstein
Albert Einstein (1879-1955), uma das mentes referência para o teste de inteligência.

Na década de 80, Howard Gardner disse que não era possível classificar a inteligência de alguém, pois uma única pessoa tinha múltiplas inteligências. E com essa nova luz nos estudos sobre o tema, muitas pessoas escreveram sobre, mas apenas pra fazer “barulho” e talvez ganhar um nome junto aos outros estudiosos, porém um deles ganhou grande repercussão. Na década de 90 Daniel Goleman escreveu o livro Inteligência Emocional, no estudo de Goleman se falava sobre analisar e desenvolver quatro aspectos triviais, porém sem qualquer disputa com outra pessoa, já que a inteligência é única e pelos aspectos você entende essa unicidade:

  • Autoconsciência;
  • Autogerenciamento;
  • Comunicação Social;
  • e Gerenciamento de relacionamentos.

Uau!! Essa nova abordagem nos dá infinitas possibilidades, dizendo que minha inteligência pode ser expandida de acordo com a forma como eu lido comigo mesmo e ainda como eu lido com o meu contexto social. Não é algo que eu fui classificado e tenho apenas uma leve tendência a elevar o meu nível de QI, dizendo que sou isso ou aquilo.

O ser humano é único, e tratá-lo como se fosse igual ao outro é um ero enorme.

No mundo dos negócios, hoje, inteligência emocional é um termo muito utilizado e cada vez mais os executivos tem procurado livros, palestras, workshop entre outros meios de comunicação que falam sobre desenvolvimento pessoal. Porque a forma como você lida com a sua inteligência intelectual, tudo tem a ver com a sua inteligência emocional.

Vou te dar um exemplo pra ficar mais claro. Tenho certeza que você já passou por isso, uma apresentação ou uma conversa importante, onde você sabia tudo o que iria dizer, tinha domínio total sobre o tema, porém de alguma maneira não saiu nada. O que aconteceu foi que provavelmente você deve ter ficado com medo, receio, ansioso(a) ou de alguma maneira suas emoções entraram no caminho do pensamento.

Esse é o motivo para que muitos executivos e líderes têm procurado desenvolver sua inteligência pessoal, pois assim você entende suas reações e pode se treinar a gerenciar suas emoções, ou no mínimo não demonstrá-las.

Aprender a lidar consigo mesmo é o primeiro passo rumo ao sucesso, com esse entendimento aprofundado você consegue mudar a forma de ver o mundo e consegue aprender e expor de maneira mais clara qualquer assunto.

Talvez esse tema deveria ter sido o primeiro, já que a maneira como você integra suas inteligências ditam todo o resto da sua vida, escolhas e não escolhas, inclusive sobre sua saúde. Muitas pessoas sabem, tem inteligência intelectual para entender que um alimento faz mal a ela, mas a inteligência emocional a sabota.

Leia também: Sem Saúde não dá! – Roteiro de viagem 2018 #1

Claro, os estudo não pararam por aí, Augusto Cury um grande escritor, psicoterapeuta e cientista falou um pouco mais e desenvolveu sua própria teoria, Inteligência Multifocal. Mas, esse é um tema para outro post, pois eu quero explorar mais esse assunto com você depois e esse post está ficando grande.

O interessante de toda essa conversa é que você tem a possibilidade de ser muito melhor do que imagina, o intelecto é apenas uma parte muito pequena para dizer que você é isso ou aquilo outro, você é infinito.

As vezes passamos pela vida, somos apenas espectadores dentro de um metrô, que não sabemos quem é o maquinista.

Quantas vezes na sua vida, as coisas aconteceram simplesmente sem que você soubesse como aconteceram? Que agora, refletindo você pensa… Nossa aconteceram muitas coisas. Mas se eu tivesse feito “isso, ou aquilo” talvez minha vida fosse bem diferente hoje.

Bom, o que posso dizer é: infelizmente não podemos mudar o passado, podemos ressignificá-lo de acordo com a nossa personalidade e forma de pensar no momento atual. É como dizer: “Nossa, como fui imaturo naquele momento”, falar apenas não basta, precisamos compreender. Mas, também podemos dizer o seguinte, o futuro ainda não existe e a pergunta principal é: Você quer olhar pra trás e ver que as coisas poderiam ter sido diferentes, dizendo isso com um olhar feliz ou triste?

A forma de fazer a vida melhor é fazer boas escolhas. Aquele que escolhe estar sentado, acomodado em sua vida, escolheu isso, pois ele poderia estar estudando e se conhecendo para ser uma pessoa melhor… Aquela pessoa que ele gostaria de ser daqui cinco ou dez anos.

Pensando nesse sentido, olhe para a roda da vida e preencha a parte Desenvolvimento Intelectual. De 0 a 10, quanto você está feliz com essa área na roda da sua vida?

Lembrando o seguinte, você pode amplificar e muito o seu nível de aprendizado se aprender a lidar consigo mesmo. Pense em três atitudes que você poderia tomar para tornar essa parte da sua vida melhor neste ano.

Então, vamos aos estudos!!

*Acesse sua roda da vida no post: Como avaliar e mudar a sua vida – Roteiro de viagem 2018

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Wagner Souza – Sócio / Idealizador e gestor da Honoss, Consultor e Coach pessoal, profissional e de liderança

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