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Um dos pontos mais importantes e controversos para uma vida feliz

Janeiro 29, 2019 Leonardo Cruz

Um dos pontos mais importantes e controversos para uma vida feliz

Neste exato momento, se tivesse que responder a pergunta: O que você deveria se preocupar ou dar mais atenção para ser mais feliz e ter uma vida boa? O que responderia?

Em nosso dia a dia, costumamos nos preocupar em sermos felizes e em mudar coisas que nos incomodam, por isso sei que muitos responderiam a pergunta apontando a melhoraria da saúde, ter mais dinheiro ou conseguir o emprego dos sonhos. 

Bom… se respondeu algumas dessas opções, não está errado, são importantes sim, mas existe um elemento que é crucial e que às vezes não damos a atenção necessária. Na minha área de atuação, vejo muitos trazendo complicações e dúvidas à tona, fora o que ouço em conversas triviais. Outro dia, por exemplo, fui em uma amostra que tinham várias capas de revistas antigas e ao lê-las (tinha revista manchete, capricho e muitas outras) percebi que os mesmos problemas que mencionei de hoje eram os mesmos de antes. Será que não estamos aprendendo ou dando o devido valor?

De acordo com um estudo de um professor e psiquiatra de Harvard, esse ponto que deveríamos dar mais ênfase são os nossos relacionamentos

Robert Waldinger foi o quarto diretor a assumir uma pesquisa que durou 75 anos com mais de 700 jovens. Durante esse tempo foi acompanhando a vida de cada um com o intuito de estudar o que levam as pessoas a terem uma vida boa e feliz, assim alcançando a maior idade com mais saúde. Eram feitas visitas e entrevistas periódicas com os participantes e pessoas próximas até alguns chegarem próximos dos 90 anos.

Ao final tiveram a seguinte conclusão: As pessoas que chegaram aos 80/90 anos mais felizes, saudáveis (sem muitas dores e/ou sintomas de envelhecimento) e com a melhor qualidade de vida, foram as que tiveram relacionamentos de qualidade.

“O importante não é o número de amigos que você tem e não é se você está ou não em um relacionamento sério, mas sim a qualidade dos seus relacionamentos mais próximos que importa. Viver no meio de conflitos é ruim para a nossa saúde.” – Robert Waldinger

Já podemos tirar que dar atenção necessária aos nossos relacionamentos é um diferencial, pois a solidão, um outro ponto que em algum momento acaba afetando quem se relaciona de forma não saudável ou tóxica, pode em certas circunstâncias fazer mal para o nosso corpo.

Existem diversos estudos que tratam do assunto saúde e solidão, só para citar alguns exemplos, temos a Nicole Valtorta, da Universidade de Newcastle que chegou a conclusão que a solidão aumenta em quase um terço o risco de sofrer doenças cardiovasculares. Outro estudo feito pelas universidades da Califórnia e de Chicago, mostra que o nosso sistema imunológico pode ser afetado fazendo nossa habilidade de combater doenças comuns diminuir. Fora outros que falam acerca de aumento de pressão,  morte prematura e etc.

Porque então às vezes não damos o devido valor?  Somos seres que desde os primórdios precisamos nos relacionar, seja para aprendermos compartilhando experiências, nos divertirmos, para ajudar e ser ajudado ou mesmo para, de forma mais instintiva, perpetuar a espécie, mas mesmo assim parece que a cada geração aumentam-se os problemas e a solidão parece assolar até aqueles que parecem ter muitos relacionamentos. Claro, não vou dizer que é fácil. Relacionar-se é complicado mesmo, estamos lidando com um outro ser humano, que tem seus medos, seus significados  e visões de mundo advindos de suas experiências e influências e, por mais que aparente ter uma “casca dura”, é uma pessoa também . Combinar a nossa visão com outra realmente requer tudo isso mais esforço, comunicação e empatia.

E olha que nem aprofundei em um dos que mais geram confusão… Os amorosos. Em uma época onde se discute, por exemplo, mais a cerca de “liberdade”, compromissos e regras é onde parece que temos os maiores problemas. Talvez seja por às vezes ser um discurso superficial, ou por esconder verdadeiros gostos ou até mesmo para suprir carências atendendo as necessidades de outros, mas acontece.

O psiquiatra George Blair em seu Ted, “Três maneiras de evitar o divórcio antes de se casar”, fala de um inventário feito por dois psiquiatras com o nome: as experiências humanas mais angustiantes que poderíamos ter. E em primeiro lugar estava a morte de um cônjugue, em segundo o divórcio, em terceiro a separação conjugal e em quarto a prisão em uma instituição qualquer, o impressionante que em sétimo estava o casamento.

Engraçado como perder o casamento e se casar podem estar tão perto na mesma lista. Depende do significado que você dá.

Mas a ideia da palestra é basicamente a prevenção, pois para se ter um casamento ou um relacionamento feliz, o trabalho começa desde o início, pois se não for dado a devida atenção, entra na estatística que o próprio apresenta na palestra, dependendo do local a taxa de divórcio e separação chega aos extraordinários 45%.

(Des)Construa Você e Seja O Seu Caminho!

Essa oficina existe para ajudar pessoas que muitas vezes sentem-se perdidas e incomodadas com o que sentem e fazem, a mudarem percepções, significados emocionais e a dar os primeiros passos rumo a sua estratégia de mudança!

Se relacionamentos são tão importantes a ponto de afetar diretamente a nossa vida, não podemos deixá-los de lado a ponto de os afundarmos e a solidão nos ser prejudicial. Tudo começa com suas atitudes, comportamentos e principalmente o autoconhecimento, palavra as vezes batida, mas necessária. Sua visão de mundo e os significados que você dá para você mesmo, as pessoas e seus relacionamentos ditam como você irá agir.

Comece a mudar a capa da sua revista, para que ela dure muitos anos, com qualidade e para que uma outra pessoa no futuro a leia e não veja os mesmos problemas de sempre. Atente-se aos significados que dá para os seus relacionamentos e tenha uma vida boa e feliz.

Grande Abraço.

Leonardo Cruz

Sempre curioso sobre a vida e as pessoas, é apaixonado por buscar a cada dia melhorar o mundo ao seu redor e fazer as pessoas descobrirem que podem fazer mais do que imaginam. Hoje Cientista do Comportamento humano, começou na área de Inovação e Desenvolvimento de Negócios. Também é especialista em Gestão de Projetos, com formações em Programação Neurolinguística, Coaching Pessoal, Carreira e de Liderança e análise de Inteligência Emocional.

Idealizador da Hono’ss, já realizou e liderou oficinas/treinamentos, atendimentos e trabalhou com empresas e eventos com o intuito de ressignificar e transformar vidas e empreendimentos.