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Viver é essencialmente uma questão de escolhas

Maio 29, 2018
Posted in Questione
Maio 29, 2018 Ana Claudia

Viver é essencialmente uma questão de escolhas

É impressionante o número  de pessoas que se dizem e se mostram incapazes de fazer algumas escolhas. Não estou falando somente das grandes decisões, mas também das pequenas do dia-a-dia, estou falando das pessoas que insistem sempre em fazer a mesma pergunta: “O que você acha?” Simplesmente para tudo que elas tenham que decidir. Penso que essa “incapacidade” de decidir revela-se mais como uma falta de coragem de arriscar e de talvez ter que abrir mão de alguma coisa. A verdade é que, enquanto uma escolha não é feita, nada está sendo perdido, nem ganhado, tudo permanece igual, opta-se assim, pela permanência dentro de uma zona de conforto. Mas até que ponto esse medo de perder algo, não caracteriza basicamente uma falta e coragem de viver plenamente?

Se pensarmos na dinâmica da vida, iremos perceber que trata-se justamente de um perder e ganhar de uma forma bastante equilibrada, vejamos alguns exemplos: Quando crianças recebemos toda a atenção de nossos pais e à medida que crescemos e nos tornamos mais independentes, vamos perdendo esse foco, então perde-se um pouco da atenção e ganha-se mais independência. Quando colamos grau perdemos o convívio diário com os colegas de faculdade e ganhamos novos amigos num novo emprego. Quando casamos perdemos o estilo de vida de solteiro e ganhamos novas aventuras e prazeres na vida de casado. Viver é essencialmente escolher, a vida é um fluxo constante e quanto mais resistimos às mudanças mais tendemos a sofrer.

As pessoas estão com tanto medo de viver que passaram a sempre optar por manter-se dentro de uma rotina, uma vez que esta é uma zona conhecida e onde provavelmente não ocorrerão grandes imprevistos e grandes escolhas. Pergunto-me qual o real sentido de desejar viver dessa forma?

É importante lembrar que os sobressaltos da vida podem ser ruins, mas podem ser muito bons também. É essa dinâmica que traz todo o colorido da vida. Bronnie Ware, uma enfermeira australiana que trabalhou com pacientes terminais, buscou registrar os sentimentos dessas pessoas no fim da vida e escreveu quais eram seus maiores arrependimentos, dentre os principais se destacam:   

  1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira para mim, e não a vida que os outros esperavam de mim
  2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto
  3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos
  4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
  5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz

Fica claro que o maior arrependimento não é pelo que foi feito, mas sim pelo que foi deixado de fazer. Só é possível fazer diferente, abraçando o que a vida nos traz e buscando vive-la intensamente explorando todo o seu potencial.

Quer saber como suas escolhas afetam os seus relacionamentos? Leia: O que busca em seus relacionamentos?

A vida é primordialmente dual, há momentos doces e amargos, momentos que passam num piscar de olhos e outros que se arrastam como se estivessem presos a correntes. Existe prazer e dor, felicidade e tristeza, amor e medo, mas acima de tudo, a vida é essencialmente bela e vale muito a pena viver da forma mais apaixonada possível.

A vida é a soma de todas as suas escolhas – Albert Camus

Para que tenhamos satisfação nessa jornada, devemos ter consciência de que teremos que fazer escolhas que nos trarão ganhos e perdas, contudo está tudo bem. É natural e extremamente positivo que não abracemos todos e todas as coisas ao mesmo tempo, de outro modo, acabaríamos por não aproveitar nada verdadeiramente.

É preciso ter em mente que, para fazer estas escolhas, é necessário nos conhecermos profundamente e mergulhamos no nosso íntimo sem medos, buscando descobrir do que gostamos e do que não gostamos, quais relacionamentos nos fazem bem e quais não fazem e o que queremos realizar. Enfim, para viver plenamente, acredito que primeiramente devemos nos autoconhecer, para sabermos nossos limites, paixões e qual será a nossa contribuição para o mundo.

 Que nós busquemos definir por quem e pelo que queremos ser lembrados e saibamos deixar ir o que não está alinhado com essas descobertas

Grande Abraço. 🙂

Ana Claudia – Empreendedora, Practitioner em Pnl & Advogada.

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